Neste novo dico o Quaternaglia interpreta brilhantemente minha transcrição das Danças Sinfônicas do West Side Story de Leonard Bernstein.

Se desejar saber um pouco mais sobre como foi realizar esse trabalho veja minha entrevista junto com Sidney Molina para o Maestro Jamil Maluf no programa Intérprete da Rádio Cultura: 

 

http://culturafm.cmais.com.br/interprete/quaternaglia-2 

Entrevista 08/07/2018

ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO VOLTA A BRILHAR NO PALCO DO THEATRO MUNICIPAL DE SP. CRÍTICA DE MARCO ANTÔNIO SETA NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.

março 13, 2017

           Muito oportuna, bem vinda  e justa foi a volta da Orquestra Experimental de Repertório a sua casa principal de apresentações: o Theatro Municipal que é o lugar apropriado para a ópera, vocação primeira do edifício da Praça Ramos de Azevedo, e por conseguinte a casa do ballet, e a sala de concertos da cidade de São Paulo. A presença do fosso de orquestra é que possibilita e apropria-se às exigências para a apresentação de óperas e espetáculos de ballet. Enfim é a nossa casa máxima para a arte sublime da música, da ópera e do ballet. 

           Na manhã ensolarada de final de verão de 12 de março de 2017, o público feliz e ansioso aguardava a entrada da orquestra no palco do Theatro Municipal. Os Metais e Percussões da OER sob a regência de Thiago Tavares, abriram o concerto executando a Fanfarra para um Homem Comum, de Aaron Copland. O público procurava os grupos instrumentais espalhados pela sala de espetáculos, distribuídos nas galerias e na plateia. Ao final de correta leitura musical a casa plena aplaudiu calorosamente regente e músicos. 

            O melhor estava por vir: Brindando o maestro Jamil Maluf que fundou a Orquestra Experimental de Repertório em 1990, os componentes do conjunto ocuparam o palco do Municipal juntando-se ao Coro Lírico Municipal, corpo artístico da casa,  da melhor qualidade: vozes encorpadas, bem timbradas e potentes interpretaram as belas Danças Polovetsianas, páginas brilhantes da ópera "Príncipe Igor", de Alexander Borodin, estreada na Ópera de São Petersburgo a 23 de outubro de 1890. Sua composição durou quase  vinte anos, mas Borodin não conseguiu terminá-la. De sua conclusão incumbiram-se Rimsky-Korsakov e Glazunov. Para o assunto o compositor trouxe um estilo musical que é um misto de selvageria, música apaixonada e enérgica. A ópera gira em torno de uma tribo tártara da Ásia Menor, conhecida como tribo dos polovtzianos, e o enredo relata a captura do Príncipe Igor e de seu filho pelo tártaro cã Konchak durante o séc. XII. A interpretação tanto da orquestra quanto do coral, este preparado por Mario Zaccaro, foram de excelência musical.

              A Sinfonia nº 2 em si menor foi composta por Borodin, quando ainda seus pensamentos se achavam presos a sua ópera "O Príncipe Igor", na qual vinha trabalhando durante vários anos. Portanto, é inevitável, que a sinfonia assimilasse um pouco do carater da ópera, assim como de seu próprio material temático. O seu espírito nacionalista e intenso, assume às vezes, as épicas proporções da ópera. Gerald Abraham chega a sugerir que "não seria impossível que esta sinfonia fosse o resultado de seu desespero por não ter conseguido realizar o "Igor" de seus sonhos. Talvez em certo sentido ela representasse aquele Igor ideal".  E durou cinco anos sua composição: 1871/1876, com estreia no dia 10 de março de 1877 em São Petersburgo, sob a regência de Napravnik. Um ano depois a orquestração foi revista e a obra novamente apresentada, desta vez sob a batuta de Rimsky-Korsakov.. A orquestração definiu-se então com três flautas, dois oboés, dois clarinetes, dois fagotes, quatro trompas, dois trompetes, quatro trombones e contra-bass-tuba. Ampla percussão com tímpanos, bombo, pandeiro, pratos, triângulo, e um amplo conjunto do quinteto de cordas usuais somados à harpa. Constituída de quatro movimentos vislumbra-se a ferocidade tártara e a obra caracteriza-se por sua opulência e pelo esplendor oriental da própria instrumentação. O Allegro revelou coesão do conjunto especialmente nos sopros, do Scherzo e do Andante, sobressaíram-se o solo de clarinete, com acompanhamento de harpa e as sonoras cordas da orquestra. No Allegro final recebeu da percussão efusivo brilho e vivacidade para brindar as melodias que concluem a Sinfonia, onde Borodin estava obcecado pela imagem da Rússia feudal e procurou retratá-la em sua música sinfônica. O público soube retribuir a interpretação  fértil e vigorosa da orquestra, com muitos aplausos e pedidos de "bis".

                Estão pois de parabéns o Maestro Jamil Maluf por continuar o seu trabalho de formação orquestral, do aprimoramento de seus músicos componentes, e o mais importante, de formar novos músicos para o futuro, e também o diretor artístico do Theatro Municipal, Cleber Papa,  homem de teatro e da arte, por se preocupar igualmente em formar novas plateias, através destes concertos do meio dia, das tardes de sábados, em eventos pedagógico-musicais, proporcionando assim ao público infanto-juvenil a chance de conhecer o fantástico mundo da música clássica, da ópera e do ballet, valorizando sobretudo os corpos artísticos do Theatro Municipal. 

 

Escrito por Marco Antônio Seta, em 12 de março de 2017.

Jornalista Inscrito sob nº 61.909 MTB / SP

Xangô

Feliz!!!

Minha despretenciosa transcrição da Bachianas Brasileiras n.9 de Villa - Lobos, aparece nesse Maravilhoso Disco do Quaternaglia em uma brilhante interpretação!

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